Open Outbreak

Doença pelo vírus Marburg

Também conhecido como: Marburg, marburgvirus

A doença pelo vírus Marburg (MVD) é uma enfermidade rara, porém grave, causada pelo vírus Marburg, que é relacionado ao vírus Ebola. Ela provoca uma febre hemorrágica viral, o que significa que pode causar sangramentos e falência de órgãos. A doença se espalha por contato direto com o sangue, fluidos corporais ou tecidos de pessoas ou animais infectados, e também pode ser transmitida em ambientes de saúde sem as precauções adequadas. Os surtos costumam ser fatais, com altas taxas de letalidade. Não há vacina aprovada nem tratamento específico para a doença pelo vírus Marburg, portanto o cuidado foca em medidas de suporte como reidratação e tratamento dos sintomas. Acredita-se que o reservatório natural seja certas espécies de morcegos. Os surtos ocorreram principalmente na África, mas casos importados foram relatados em outros lugares. A identificação rápida, isolamento e rastreamento de contatos são essenciais para controlar os surtos.

Fatos principais

TransmissãoContato direto com sangue, fluidos corporais ou tecidos de pessoas ou animais infectados; também pode se espalhar em ambientes de saúde sem as precauções adequadas.
IncubaçãoDesconhecido (não encontrado nas fontes revisadas).
LetalidadeSurtos recentes relataram taxas de letalidade de até 100% (Tanzânia 2025) e 74% (Etiópia 2025-2026).
Número de reproduçãoDesconhecido (não encontrado nas fontes revisadas).
VacinaNenhuma vacina aprovada até 2026.
TratamentoNenhum tratamento específico; cuidados de suporte como reidratação e manejo dos sintomas.
ReservatórioAcredita-se que certas espécies de morcegos sejam o reservatório natural.
Regiões endêmicasPrincipalmente África subsaariana, com surtos em países como Uganda, República Democrática do Congo, Angola, Gana, Guiné, Tanzânia, Etiópia e Guiné Equatorial.

Transmissão

A doença pelo vírus Marburg se espalha por contato direto com sangue, fluidos corporais ou tecidos de pessoas ou animais infectados. Isso inclui contato com superfícies ou materiais contaminados, como roupas de cama ou vestuário. O vírus também pode ser transmitido em ambientes de saúde se as medidas adequadas de controle de infecção não forem seguidas. Não há evidência de que o vírus se espalhe pelo ar como o resfriado comum ou a gripe. Acredita-se que o reservatório natural seja certas espécies de morcegos, e as infecções humanas iniciais frequentemente ocorrem após exposição a cavernas ou minas habitadas por morcegos. A transmissão de pessoa para pessoa é uma grande preocupação durante os surtos, especialmente em hospitais e entre familiares que cuidam de pessoas doentes.

Sintomas e gravidade

A doença pelo vírus Marburg geralmente começa de forma súbita com febre alta, dor de cabeça intensa e dores musculares. À medida que a doença progride, muitos pacientes desenvolvem diarreia grave, dor abdominal, náusea e vômito. Em casos graves, a doença pode causar sangramentos em várias partes do corpo, falência de órgãos e choque. A doença é frequentemente fatal, com surtos recentes relatando taxas de letalidade de até 100%. Sobreviventes podem apresentar problemas de saúde a longo prazo. A gravidade dos sintomas e o alto risco de morte tornam a doença pelo vírus Marburg uma séria preocupação de saúde pública, especialmente em áreas com recursos limitados de saúde.

Tratamento e vacinas

Atualmente não há vacina aprovada nem tratamento antiviral específico para a doença pelo vírus Marburg. O cuidado aos pacientes foca em medidas de suporte, como reidratação, manutenção dos níveis de oxigênio e tratamento dos sintomas específicos conforme surgem. Cuidados de suporte precoces podem melhorar as chances de sobrevivência. Tratamentos e vacinas experimentais estão em desenvolvimento, mas nenhum está amplamente disponível até 2026. A prevenção e controle de infecções em ambientes de saúde, incluindo o uso de equipamentos de proteção individual e práticas seguras de sepultamento, são essenciais para limitar a propagação do vírus durante os surtos.

Onde ocorre

A doença pelo vírus Marburg tem sido relatada principalmente na África subsaariana. Surtos ocorreram em países como Uganda, República Democrática do Congo, Angola, Gana, Guiné, Tanzânia, Etiópia, Guiné Equatorial e Ruanda. Acredita-se que o reservatório natural seja certas espécies de morcegos encontradas nessas regiões. Ocasionalmente, casos foram importados para outros países, como os Países Baixos, mas não foi relatada transmissão sustentada fora da África. O risco de surtos é maior em áreas onde as pessoas têm contato próximo com morcegos ou entram em cavernas e minas habitadas por morcegos.

Histórico recente

Desde 1996, houve pelo menos 16 grandes eventos de doença pelo vírus Marburg relatados pela OMS. Surtos recentes incluem o primeiro surto confirmado na Etiópia no final de 2025 até início de 2026, com 19 casos e 14 mortes, e surtos na Tanzânia em 2025 com 10 casos e 10 mortes. Ruanda, Guiné Equatorial, Gana e Guiné também relataram surtos nos últimos anos. Os surtos costumam ser pequenos, mas com altas taxas de letalidade. A doença continua sendo uma ameaça à saúde pública nas regiões afetadas, e a OMS continua monitorando e respondendo a novos casos.

O que observar

Sinais-chave que tornariam a doença pelo vírus Marburg mais preocupante incluem surtos em novas regiões, especialmente fora da África; evidência de transmissão sustentada de pessoa para pessoa em áreas urbanas; aparecimento de casos entre trabalhadores de saúde apesar das precauções; sinais de que o vírus está desenvolvendo resistência a tratamentos experimentais; e faltas ou atrasos no desenvolvimento e distribuição de vacinas ou tratamentos. Aumento do salto do vírus de morcegos para humanos, ou mudanças no vírus que facilitem sua propagação, também seriam motivo de preocupação. Vigilância contínua e resposta rápida são essenciais para prevenir surtos maiores.

Atualizado